A minha ideia de utilização de óleo
alimentar no meu veículo automóvel ( Renault Megane 1.9
dTI) surgiu cerca do final de 2005, quando um escocês
andou pela Europa, usando óleo no seu veículo. Era um
Fiat Ducato e ele pedia óleo em restaurantes, e após o
filtrar colocava no automóvel. Esteves na pousada de
juventude do Porto, onde eu era responsável do
restaurante, foi a uma entrevista na RTP e teve um
artigo de uma página inteira no JN. Daí tirei eu as
indicações do site onde poderia obter mais informações
sobre o assunto. Soube portanto que o seu intuito era
divulgar a Dieselveg (empresa inglesa que comercializa
material para transformar motores diesel para uso de
óleo alimentar).
Em Outubro de 2006 comecei a usar no
veículo, a mistura de 25 % de óleo com 75 % de gasóleo.
Em Março de 2007 e após cerca de 23
000 Km a usar esta mistura, comprei um kit, vindo de
Inglaterra ( só com uma válvula) que coloquei no carro
,e que me permitiu passar a usar quase 100 % no
funcionamento do mesmo.
Em Junho fiz um up-grade, colocando
mais uma válvula e fechando o sistema de retorno de
combustível da bomba de para o depósito. Este acrescento
é deveras importante, pois impede que o óleo retorne ao
depósito e “agarre” oxigénio no caminho, levando a, com
o tempo, a fazer “polímeros” no mesmo. O circuito que se
fecha, permite o aquecimento do combustível, e a solução
na maior viscosidade do óleo a frio. De manhã, quando se
põe o motor a trabalhar, permite a efectiva combustão do
gasóleo que se encontra no sistema, e só quando o motor
está quente, passar a gastar óleo do depósito do
veículo.
Esta é a técnica por mim usada, neste
momento, há cerca de 58 000 Km e já disponibilizada em
vários veículos, e neste sistema que utiliza dois
depósitos, é passível de ser usada em qualquer veículo
auto com motor diesel.
Amadeu António Borges Esteves
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